sábado, 25 de dezembro de 2010

POR QUE ESTUDAR XADREZ ?


O xadrez é considerado um jogo que exercita e treina a mente humana, Gothe, o grande escritor alemão, falou que “o xadrez é a ginástica da inteligência”. Portanto o xadrez é na ordem intelectual, o que a ginástica é na ordem material.

Johann Wolfgang von Goethe
“o xadrez é a ginástica da inteligência”

Muitos estudos realizados em estudantes franceses, russos e ingleses, mostraram que o xadrez pode ser usado como jogo de alto poder educativo, quando mostrou melhorar o desempenho acadêmico em crianças que participavam de programa de xadrez na escola. O xadrez tem a capacidade de desenvolver o raciocínio lógico e crítico, o mesmo método de raciocínio desenvolvido para resolução de problemas matemáticos. Desenvolve a inteligência, através da habilidade de resolver problemas. Estimula a memória. Melhora a capacidade de concentração e visualização. Melhora a auto-estima, auto-expressão, auto-confiança e disciplina, através do jogo como esporte. Ele desenvolve a força de vontade e ajuda as pessoas a se tornarem mais fortes.É um meio de aproximação social e intelectual. O xadrez serve, como lazer para distrair e esquecer momentaneamente as preocupações da vida diária.


Garry Kasparov
Xadrez uma paixão que nunca acaba
O xadrez é algo mais que um jogo, tem o dom de apaixonar as pessoas e faze-las felizes. Veja o depoimento do maior jogador de xadrez da atualidade, o Grande Mestre Garry Kasparov: “eu sou um apaixonado pelo xadrez; esta paixão já dura muitos anos e é para sempre”.



Então muitos perguntarão o que é o xadrez?

Ele tem parte e características de esporte, quando os jogadores de xadrez participam de competições e disputam partidas e lutam para vencer e o resultado é importante para eles. O xadrez foi considerado esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1999.


É também considerado arte pelos que apreciam a beleza das combinações e da lógica das táticas, dando sentido aos momentos de lazer.


É ao mesmo tempo é também considerado ciência quando desperta o prazer da pesquisa e do estudo para resolver os problemas do jogo.


Agora passaremos a mostrar o conceito do que é o xadrez por alguns grandes jogadores da história:


Paul Morphy

Paul Morphy (1837 – 1884)

“O xadrez há de ser principalmente uma recreação e não deve praticar-se em detrimento de outras atividades mais sérias. Como um simples jogo, como um descanso do trabalho importante da vida, merece a mais alta recomendação”.


Dr. Siegbert Tarrasch

 Siegbert Tarrasch (1862 – 1934)
  “O xadrez é uma forma de produção intelectual que tem seu encanto peculiar. A produção intelectual é uma das grandes satisfação, senão a melhor, ao alcance do homem. Nós todos podemos compor uma peça musical inspirada ou construir uma ponte, entretanto, no xadrez todo mundo é intelectualmente produtivo, por conseguinte, cada pessoa que o pratica pode experimentar uma satisfação. Sempre lastimo aquelas pessoas que não tenham conhecido o xadrez. Justamente o mesmo que sinto por quem não foi embriagado pelo amor. O xadrez, como o amor, como a música, tem a virtude de fazer feliz o homem”.


 José Raul Capablanca
(1888 - 1942)
Capablanca




Mikhail Tal

 “O xadrez é algo mais que um jogo. É uma forma de diversão intelectual que tem algo de arte e muito de ciência”.

Roberto Grau (1900 – 1944)

 “Jogar xadrez não é mover as peças, da mesma maneira que, pintar não é tomar os pincéis e manchar a tela. Jogar xadrez é por em marcha o cérebro em atividade que requer e obriga um processo mental harmônico e lógico. Que mais que um jogo o xadrez é um monumento de lógica e de raciocínio”.


Ruben Fine (1914 – 1995)


“Uma partida de xadrez se assemelha a uma mulher: cada qual a subestima ou menospreza, pois nenhum é capaz de jugá-la fria e objetivamente”.


Tigran Petrosian
 



Savielly Tartakover (1887 – 1956)


David Bronstein
 

“Cometo erros... logo existo!”


“Se o erro não existisse, deveria inventar-se”.

“O xadrez existe pelos seus erros”.






Bobby Fischer
“O xadrez é a vida”.






Anatole Karpov
  
Mikhail Tal (1936 – 1992)

  “O xadrez ocupa minha vida cem por cento, mais dez”.

“Se proibissem o xadrez, provavelmente me faria contrabandista”.

 Tigran Petrosian (1929 – 1984)

 
“O xadrez é um jogo por sua forma, uma arte por seu conteúdo e uma ciência por sua dificuldade. Pois se você aprende a jogar bem, sentirá uma grande alegria”.




 
Víktor Korchnoi

 David Bronstein (1924 - 2006)

“Xadrez é imaginação”.



Bobby Fischer (1943 - 2008)

“O xadrez é a vida”.


Anatole Karpov (1951)

“O xadrez é minha vida, pois minha vida não é só o xadrez”.

Boris Spassky



“O xadrez é tudo – arte, ciência e esporte”.





Víktor Korchnoi (1931)



“O xadrez é minha vida”.

  
Mikhail Botvinnik











Boris Spassky (1937)

“Xadrez é como a vida”.





Mikhail Botvinnik

“O xadrez é a arte da análise”.



“O xadrez serve para polir e educar o espírito, cristalizar a força do caráter, eleva-lo, e ensina também a assimilar as derrotas não só do jogo, mas sim da vida, com orgulho e resignação. Ganhar uma partida é triunfar sobre o outro espírito, sobre outra idéia, portando ajuda o ser humano a conviver mais facilmente com o triunfo e a aceitar de forma dura a derrota”.







terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A "IMORTAL"

Esta postagem é dedicada ao Sr. Luis Soares de Macedo - o nosso "Paladino do Xadrez Nordestino"

Um exemplo de vida no xadrez e no xadrez da vida!


A "IMORTAL"

Esta obra-prima do xadrez é , sem dúvida, a partida mais conhecida e admirada pelos enxadristas de todo mundo. Foi analisada inúmeras vezes e, apesar de apresentar lances incorretos de ambos os lados, a partida não perdeu nem um pouco de sua extreodinária beleza. O sonho de todo enxadrista é ganhar o jogo com um xeque-mate rápido. Esse assunto nunca fica velho. Vamos agora ver as partidas dos clássicos, onde é mais fácil aprender quando um jogador é significativamente mais forte que o outro, e o plano pode ser seguido do começo ao fim sem interrupções. Atualmente, a arte da defesa no xadrez melhorou acentuadamente, fazendo com que isto fique mais difícil de aprender métodos e idéias básicas de partidas de grandes mestres. Lembre-se que todos grandes mestres estudaram as partidas clássicas.


Anderssen
"Ataque, sempre ataque"




Anderssen,Adolf - Kizeritsky,Lionel [C33]

Londres, 1851

[Kasparov/Euwe/Steinitz/Pinto,C]

1.e4 e5 2.f4 O Gambito do Rei é a abertura mais característica da época romântica do xadrez. O principal objetivo é atacar diretamente ao rei mediante sacrifícios e combinações brilhantes. Hoje em dia é jogado por jogadores como Spassky, Bronstein, Keres e mais recentemente por Judit Polgar. 2...exf4 3.Ac4 as brancas permitem o xeque da dama preta em troca de um maior desenvolvimento de suas peças. Isto leva para posições complexas e interessantes. 3...Dh4+ foi comprovado que 3....Cf6, é a melhor estratégia. O lance do texto leva as pretas a perderem muito tempo com a sua dama. 4.Rf1 b5?
com a intenção de desviar o bispo branco de sua melhor diagonal(a2-f7). 5.Axb5 Cf6 6.Cf3! Dh6 [atualmente se considera melhor >=6...Dh5 7.Cc3 (7.e5 Cg4 8.d4 Ce3+ 9.Axe3 fxe3 10.Cc3+/-) 7...Ab7 8.Ac4 Cxe4 (8...Ab4 9.d3 Axc3 10.bxc3 g5 11.h4) 9.Cxe4! d5 10.Ab5+ c6] 7.d3 o branco defende o peão de e, e seu bispo ataca o peão de f4 que é defendido pela dama preta, criando opções táticas. As pretas perderam a melhor chance do roque com Ae7, mas há mais de 150 anos os jogadores de xadrez prefereriam encontrar desafios. [>=7.Cc3 Ab7 (7...g5 8.d4 Ab7 9.e5 Ch5 (partida Raphael-Morphy, Nova Iork, 1852)) 8.De2 Ab4 9.e5 Ch5 10.Tg1 0-0 11.d4 Db6+/-] 7...Ch5?! [outra possibilidade seria 7...Ac5 8.d4 Ab6 9.Cc3 Ab7 (partida Anderssen-Polimächer, 1852) 10.Ad3 g5 11.Tg1=/+] 8.Ch4?! este lance não é ruim, pois ataca e defende ao mesmo tempo. [segundo análises mais recentes >=8.Tg1 Db6 9.Cc3 c6 10.Ac4 Dc5 11.De2 Aa6 12.Axa6 Cxa6 13.d4 Da5 14.Ce5 g6 15.Cc4 Dc7 16.e5~~] 8...Dg5? Neste jogo as pretas violaram três princípios básicos da abertura, que são: 1) Saiu com a dama prematuramente; 2) Moveu a mesma peça(dama) mais de uma vez; 3) Evitou fazer o roque, quando era possível. [8...g6 9.g4 Cf6 10.Cg2 Dh3 11.Axf4 Cxg4 com vantagem do preto.] 9.Cf5 c6!?
[a alternativa era 9...g6 10.h4 Cg3+ (10...Df6 11.Cc3 c6 12.Aa4 (12.Ac4 d5) 12...Ca6 com vantagem para as pretas.) 11.Re1 (11.Cxg3 Dxb5 (11...Dxg3 12.Th3+/-) 12.Cc3 De5 13.Cge2 Ah6 14.g3 f3 15.Cf4+/- e as brancas estão melhores) 11...Df6 12.Cxg3 fxg3 13.De2 ou (13.Df3 lance sugerido por Steinitz e que dá a vantagem às brancas.) ] 10.g4? [posteriormente se considerou que a melhor continuação seria. 10.Aa4 g6 11.Cg3 Cxg3+ 12.hxg3 Dxg3 13.Cc3 Ac5 14.De1 Dxe1+ 15.Rxe1 g5 16.Th5 Ae7 17.g3+/-] 10...Cf6
[10...g6 11.Cd4 Ag7 12.c3 Axd4 13.cxd4 Dxb5 14.Cc3 Db6 15.gxh5 Dxd4 16.Df3 Aa6 17.Re2 g5 18.Td1 d6-/+] 11.Tg1! um bonito e intuitivo sacrifício valente do bispo! O branco está decidido que o tempo é mais importante que o material. 11...cxb5? [>=11...h5 12.h4 Dg6 13.g5 Cg4 14.Cc3 (14.Aa4 d5 15.Cd4 Ac5 16.c3 Axd4 17.cxd4 dxe4-/+) 14...cxb5 15.Cd5 Ca6 (15...d6?! 16.Cd4; 15...Ad6?! 16.Cxf4 Axf4 17.Axf4) 16.Axf4 Ab7 17.c4 Axd5 18.cxd5 Db6-/+] 12.h4! Dg6 13.h5 Dg5 14.Df3 ameaça ganhar a dama com 15.Axf4 14...Cg8 [Euwe propôs continuar com 14...Cxg4 15.Txg4 Dxh5 16.Axf4+/-] 15.Axf4 Df6 16.Cc3 um triunfo estratégico da abertura branca! Elas têm somente um peão pela peça, mas seu desenvolvimento é opressivo. As ameaças 17.Cd5 e 17.Cxb5 são muito desagradáveis. 16...Ac5? [>=16...Ab7 17.Cd5! Axd5 18.exd5+-] 17.Cd5 [>=17.d4! seguido de 18.Cd5] 17...Dxb2
18.Ad6?!

Este é o lance talvez mais controvertido da partida. é duro criticar o jogo imortal. Euwe escreveu: "o começo de uma brilhante combinação, cuja precisão, não obstante, é duvidosa". Apesar de a análise posterior, que detalharemos a seguir, tentar demonstrar que se trata de um lance incorreto, na realidade é um movimento de extreodinária beleza em que Anderssen sacrificou nada menos do que duas torres. [>=18.Ae3!? Dxa1+ 19.Rg2 Db2 20.Axc5 Dxc2+ 21.Af2 as pretas estariam em apuros, mesmo tendo uma torre a mais.; as brancas deixam escapar a possibilidade de ganhar facilmente(como seria lógico): 18.d4 Dxa1+ (18...Af8 19.Cc7+ Rd8 20.Te1+-) 19.Rg2 Db2 20.dxc5 Ca6 21.Cd6+ Rf8 22.Ae5 Dxc2+ 23.Rh3 f6 24.Cxf6+-] 18...Axg1? o mundo do xadrez é grato a Kizeritsky por permitir uma combinação tão bonita. [outra possibilidade seria 18...Dxa1+ 19.Re2 Db2! 20.Rd2 como sugeriu Steinitz, e agora: 20...g6 (20...Axg1 21.e5 Aa6! 22.Cc7+ Rd8 23.Dxa8 Ab6 24.Dxb8+ Ac8 25.Cd5 Aa5+ 26.Re3 Dxc2=/+) 21.Te1 (21.Tb1 gxf5 22.Txb2 Axd6 23.e5 Axe5 24.De3 d6 25.d4 Ab7 (25...Rd8 26.dxe5+/-) 26.Cc7+ Rd8 27.Cxa8+/-) 21...Ab7 22.Axc5 Axd5 23.exd5+ Rd8 24.Ad4 Db4+ 25.Ac3 Dc5 26.Ce3+/-] 19.e5! uma jogada "tranquila" que ameaça 20.Cxg7+ Rd8 21.Ac7++. Este empurrão de peão corta a proteção da dama preta de g7, enquanto as outras peças estão impossibilitadas de ajudar. 19...Dxa1+
 [19...Aa6 20.Cc7+ Rd8 21.Cxa6 Dxa1+ (21...Ab6 22.Dxa8 Dxc2 23.Dxb8++/-) 22.Re2 e as brancas ficariam melhores. ]


20.Re2 as pretas têm duas torres e um bispo a mais, mas estão perdidas porque não há defesa para o seu rei. 20...Ca6 [20...f6 21.Cxg7+ Rf7 22.Cxf6 Ab7 (22...Rxg7 23.Ce8+ Rh6 24.Df4#) 23.Cd5+ Rxg7 24.Df8#] 21.Cxg7+ Rd8
22.Df6+!! um efetivo sacrifício final. 22...Cxf6 23.Ae7#
1-0

ALGUMAS CONCLUSÕES HÁ SEREM TOMADAS DESTE JOGO:
1) Os fatores cruciais da estratégia de aberturas são desenvolvimento rápido de peças assim que possível.
2) O tempo é mais importante do que o material. Especialmente quando o rei atacado encontra-se inseguro. Não despedice nenhum tempo na abertura.
3) Várias coisa como um peão obtruindo o desenvolvimento de peças, movimentos de peões como a3, h3, h6 são perdas de tempo que levam a catástrofe na abertura.
4) Um jogador sempre procura abrir a posição quando o monarca do oponente está no centro.

domingo, 19 de dezembro de 2010

COMO ALEXANDER ALEKHINE JOGAVA A SUA DEFESA


Bogoljubov e Alekhine 1934
 A Defesa Alekhine é citada pela primeira vez no livro de "Algaier" sobre Aberturas, editado no ano de 1811, passando, pela "encyclopédie" de Alexandre, e da 7a edição do "Handbuch des Schachspiels", de fins do século passado, onde é mencionada por Schallop, que no dizer de um historiador, "dignou-se mencionar simplesmente para informar aos leitores na seção de variedades contra 1 –"e4". Em Londres, 1863, as partidas de Anderssen versus Pearson tornaram-se conhecidas. O mestre alemão L. Fischer, naquela época jogava indiscriminadamente, contra 1 - e4 do adversário 1 - ...,Cc6; ou 1 -. ..., Cf6, com a primitiva idéia, neste último caso, se 2 - e5, Cg8?!. Alexander Alekhine jogou esta defesa pela primeira vez em uma partida de consulta em Zurich (agosto, 1921), mas foi introduzida na prática magistral pouco depois no Torneio de Budapeste, em setembro do mesmo ano, contra o mestre Steiner. Imediatamente após a espetacular vitória de Alekhine nesta partida, a defesa foi adotada por quase todos os GM da época, desde o mais dogmático como Tarrasch até o mais descrente como Capablanca, passando por Reti, Lasker, Flohr, Rubinstein, Maroczy, Tartakower, Wolf, Glunfeld, Colle, Euwe, Spielmann, Yates e outros. Da lista dos grandes mestres daquela época só faltava o nome de Nimzovitsch, que estava. muito entusiasmado com sua defesa contra o peão do rei (1 -. ..., Cc6), para dar a devida atenção a (1. ...,Cf6). A origem da defesa Alekhine foi produto da chamada escola Hipermoderna , que contraria, violentamente, o princípio clássico fundamental de que se deve sempre manter na abertura um peão central. A idéia da defesa Alekhine é provocar o avanço prematuro dos peões centrais brancos, para imobilizá-los e usá-los como tema de contra-ataque. No dizer do genial Tartakower, "as brancas tem que defender sua iniciativa". E seguindo os princípios dos hipermodernistas, Reti, Nimzovitsch e Breyer: "Um peão avançado deve Ser bloqueado, atacado e destruído "Quando nosso adversário não possui peões avançados, temos que provocá-lo para que os tenha. A defesa Alekhine vem resistindo a todos os esforços que os analistas têm feito com o intuito de contestar essa linha de jogo, que fere tão profundamente o princípio clássico das aberturas que manda conservar um peão no centro do tabuleiro. É perfeitamente sólida e muitas vezes adotada por laureados grandes mestres contemporâneos como Euwe, Flohr, Reshevsky, Fine, Mikenas, Bagirov, Lev Albnrt, Larsen, Smyslov, Kortchnoi, Vaganian, Berliner, Penrose, Panno, Hect, Kopilov, Lutikov, Marovic, Ciocaltea ,Fischer e outros.

Lindner - Alekhine 1936

Steiner,A - Alekhine,A [B03]
Budapeste, 1921
[Comentários de Alekhine]

 
1.e4 Cf6 Esta nova defesa foi jogada pela primeira vez por min em uma partida em consulta em Zurich (agosto,1921). E foi introduzida na prática magistral pouco depois no torneio em Budapeste em setembro do mesmo ano. Sua correção parece agora completamente estabelecida. Uma das mais completas provas de sua vitalidade radica no feito do Dr. Emmanuel Lasker , ex-campeão do mundo; Abertamente oposto a ela. Adotou-a com êxito contra Maróczy no torneio de Nova York (marco – abril, 1924). Depois de haver tentado em vão demovê-la. No curso de um encontro entre o doutor Lasker e o doutor Tarrasch, O negro obteve uma partida claramente superior. Se não é que ganhadora, na seguinte forma: 1. e4 , Cf6; 2. e5 , Cd4; 3.d4 , d6; 4.c4 , Cb6; 5.f4 , de5; 6.fe5 , Cc6; 7.B e3 , Bf5; 8.Cc3 , e6; 9.Cf3 , Bb4; 10.Bd3 , Bg4!; 11.Be2 , Bf3; 12.gf3 , Dh4+; 13.Bf2 , Df4! 2.e5 Em uma partida Bogoljubow – Alekhine (Carlsbad, 1923) o branco tratou 2.Cc3. Ao que o negro contestou 2. ... , d5 (2. ... , e5 transpondo para a abertura Vienense, é também de considerar); Conduzindo a continuacão 3.e5 , Cfd7!; 4.d4 , c5!; 5.Bb5 , Cc6; 6.Cf3. E o negro pode haver conduzido a uma variante muito vantajosa da defesa Francesa, com 6. ... , e6; Em lugar da arriscada linha 6. ... , a6; 7.Bc6 , bc6; 8.e6! 2...Cd5 3.d4 Em uma partida Samisch – Alekhine do mesmo torneio. O branco continuou com 3.Cc3 , e6; 4.Cd5 , ed5; 5.d4 , d6; 6.Cf3 , Cc6; 7.Be2 , Be7; 8.Bf4 , 0-0; 9.0-0 , f6; 10.ef6 , Bf6; E o negro tem um jogo ligeiramente superior 3...d6 4.Ag5 Depois desta jogada, cujo objetivo é evitar o avanço do peão do rei inimigo, o branco perde sua vantagem, pelas dificuldades que experimentará em defender o peão do rei. A linha de jogo mais perigosa para o negro é indubitavelmente 4.c4 , seguido por 5.f4. 4...dxe5 5.dxe5 Cc6 6.Ab5 Af5! Ao negro não importa a possibilidade de dobrar os peões. Se 7.Be7+ , a posição de seus dois bispos. A coluna "b" aberta e seu melhor desenvolvimento constituiriam numa grande compensação pela ligeira desvantagem em c6. 7.Cf3 Cdb4! o ganho de um peão nesta última jogada requer um minucioso exame de todas suas consequências. 8.Ca3 Dxd1+ 9.Txd1! A melhor resposta, pois se 9.Rd1 , 0-0-0+; 10.Rc1 , f6; O jogo negro seria claramente superior. 9...Cxc2+ 10.Cxc2 Axc2 11.Tc1 Ae4 12.Cd4 Se 12.e6 , o negro contestaria simplesmente 12. ... ,f6! Seguido de 13-0-0-0. 12...Axg2 13.Tg1 0-0-0



O ponto chave da manobra iniciada na 7a jogada. Entretanto, a vantagem material de um peão que o negro há tido êxito em assegurar, parece muito difícil de aproveitar pelo seu atrasado desenvolvimento. 14.Cxc6 Axc6 15.Axc6 bxc6 16.Txc6 Td5 17.Af4 e6 18.Re2



Como poderia agora o negro fortalecer a sua posição? Por exemplo, aqui há duas sugestões plausíveis que não dão resultado satisfatório contra uma defesa correta: I – 18.... , g6; 19.Tgc1 , Td7; 20.Be3 , Rb7; 21.T6c3 , Bg7; 22.Tb3 , Tb8; 23.Ba7! , Be5; 24.Tc4 , com melhor jogo para o branco. II – 18.... , g5; 19.Tg5! , Bh6; 20.Tg4 ,Bf4; 21.Tf4 , Te5; 22.Rf1 , Rb7; 23.Tc3 , e o negro não tem oportunidade de ganhar. 18...Ac5! Esta jogada que a primeira vista não parece melhor que as precedentes é a única que permite ao negro conservar sua vantagem. 19.b4! A contestação correta. Permitindo ao Branco forçar um caminho favorável. É claro que o peão g7 negro não pode ser capturado de imediato, devido a 19.... , Rb7. 19...Axb4 20.Txg7 Td7 21.Ae3



O negro se acha novamente encarando grandes problemas. Como vai assegurar a defesa de seus peões débeis em ambas as alas? Seu solitário bispo é insuficiente para esta tarefa. Já que se fora levado a b6 via a5-b6 , protegendo adequadamente sua ala da dama. O branco poderia trocar seu ataque a ala oposta e eventualmente ganharia pelo menos um peão com Tc4 seguido de Ta4. Por outro lado, se o negro retira o bispo por Bf8 para assegurar a proteção de sua ala do rei, o branco tomaria a ala da dama como seu objetivo e obteria um forte ataque com Tg4 seguido de Ta4. Por isso o negro deve evitar provisoriamente o deslocamento do seu bispo para poder usa-lo na defesa de qualquer ala ameaçada. Suas seguintes jogadas estão ditadas pelas considerações anteriores 21...a5 22.Tc4 h5 23.Th4 Ac3! 24.Tg5 Td5 25.f4 f6! Mantendo definitivamente sua vantagem material, que pode explorar pelas seguintes trocas: 26.Tgxh5 Txh5 27.Txh5 fxe5 28.fxe5 Axe5 29.Th7 29.h4 deixaria no branco algumas esperanças de empate, pois depois de jogada do texto o negro força a troca desse perigoso peão 29...Tb5 30.Rf3 Tb2 31.Th5 Forçado, já que depois de 31.h4 , Ta2; O peão da coluna "a" passado do negro seria pelo menos tão perigoso quanto o peão "h" passado branco. 31...Axh2 32.Txa5 Ad6 O final resultante, ainda que ganho para o negro, oferece, sem dúvida alguma, dificuldades técnicas e não está desprovido de interesse 33.Re4 Rd7 34.Ad4 Evitando temporariamente 34.... , e5; que o negro agora prepara com a seguinte manobra de sua torre. 34...Td2 Dificultando Rd3-c4, etc. 35.Ae3 Te2 36.Rd3 Te1! 37.Ad4 Tc1 37.... , e5; Todavia seria prematuro por causa de 38.Bc3. 38.Ae3 Td1+ 39.Re4 Te1 40.Rd3 e5 Emfim o jogável!. 41.Af2 Tf1 42.Ae3 Re6 43.Re4 Th1 44.Af2 Th2 45.Ae3 Th4+ 46.Rd3 Ab4! Assegurando assim para seu rei o acesso a casa d5, que é de clara importância. 47.Ta7 Ou 47.Ta4 , Rd4; 48.a3 , e4; 49.Rc2 , Bd6; 47...c5 48.a3 c4+ 49.Re2 Ad6 50.Ta8 Para cravar o bispo contrário com Td8, depois de ... , Td8. 50...Th2+ 51.Rd1 Th3! 52.Rd2 Rd5 53.Td8



53...c3+! O golpe de graça 54.Re2 Se 54.Rd3, o negro havia previsto o belo final: 54.... , c2; 55.Tc8 , Be7!; 56.Tc2 , Bg5; 57.Te2 , e4; 58.Rd2 , Te3; 59.Te3 , Rd4; E ganha 54...Re4 55.Txd6 Txe3+ 56.Rf2 Td3 57.Tc6 Td2+ 58.Re1 Rd3 59.Td6+ Rc2 60.Te6 Td5 61.Re2 Rb3 62.Tc6 c2 0-1





quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ESTUDO DA TÁTICA V

Fischer - Petrosian, Curaçao 1962


A CONEXÃO ENTRE A ESTRATÉGIA E A TÁTICA
O papel primordial da estratégia.
O papel primordial da estratégia nasceu da correlação entre a estratégia e a tática. O método e a existência de objetivos na luta outorgam ao xadrez uma enérgica vitalidade e o alça ao nível de uma ciência. A luta é levada de modo conseqüente e metódica quando se subordinam todos os recursos táticos a um conceito supremo. Toda a aplicação eficiente das operações táticas tem que contribuir na realização do plano estratégico. As partidas dos nossos famosos antepassados, os clássicos jogadores posicionais, constituem desde deste tempo, como uma boa ilustração disso. Aqui um exemplo da poderosa subordinação de todas as operações táticas a um plano estratégico unificado. 1. d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 f5 4.Cf3 c6 5.Bf4 Bd6 6.e3! As brancas já fazem saber ao seu adversário que pensam organizar seu jogo em torno das casas pretas debilitadas. 6... Cf6 [agora não resulta bem 6...Bxf4 7.exf4 e o ponto e5 esta totalmente em poder das brancas, que pressionarão insistentemente o peão atrasado e6 na coluna semi aberta "e". ] 7.Bd3 Dc7 8.g3! 0-0 9.0-0 Ce4 10. Db3 Rh8 11.Tac1 Bxf4 a ameaça 12.cxd5 seguido de Cb5, não agrada em nada as brancas, razão pela qual entregam finalmente o ponto e5 a seu adversário. Agora é mais sensível a superioridade branca. 12. exf4 Df7 13.Ce5 13...De7 

Schlechter - Johner [A85]
Barmen, 1905

14. Bxe4! Uma troca que da a impressão de ser absurdo. Podia-se crer que as brancas desejavam expulsar o cavalo preto com a continuação natural f2-f3, ocupando assim a coluna "e". Pois sua próxima jogada nos informa que de nenhum modo a perdido sua meta principal. Faz-se inclusive que habilidade tática para se desfazer de seu peão dobrado. 14... fxe4 15.f3 exf3 16.Tce1 Dc7 17.Da3 Rg8 18.Txf3 Ca6 19.b3 Dd8 20.c5 Cc7 21.Db2 Bd7 22.Dc2 De7 23.Tef1 Tae8 24.g4! Bc8 25. Th3 outro detalhe importante. As brancas provocam a jogada g7-g6, que debilita ainda mais as casas de seu adversário. 25... g6 26.b4 o ataque em ambos os flancos sobrava que as brancas dominavam a luta e que poderiam preparar a ruptura decisiva no flanco apropriado, segundo as circunstâncias especiais do momento. 26... Df6 27.Thf3 Te7 28.a4 a6 29.Cd1 o cavalo empreende uma longa viagem há f6 ou h6. Para este fim se dirige até e3 e logo a g4, a raiz do avanço g4-g5. No resultado claro [29. g5 Df5!] 29... Tg7 30.Ce3 De7 31.g5 Bd7 32.C3g4 Be8 33.Ch6+ Rh8 34.De2 Dd8 35.Ceg4 Bd7 36.De5 o ponto e5 servirá de tábua de lançamento para as peças brancas infiltrada no campo negro. As manobras brancas são admiráveis por sua precisão tática. O arremate da luta nos causa impressão estética, inclusive se não tomamos em conta os efeitos da combinação. 36... Ce8 37.Th3 Dc7 38.Cf6! Dxe5 39. fxe5 Te7 40.Thf3 força a seguinte troca devido a ameaça de mate em f8. 40... Cxf6 41.Txf6 Txf6 42.exf6 Te8 43.Cf7+ Rg8 44.Ce5 o ponto e5 volta a desempenhar um papel primordial nos planos das brancas. A penetração do rei a através desta casa central resultará por último decisivo. 44... Td8 45.Rg2 Rf8 46.h4 Be8 47.Rf3 Bf7 48.Rf4 Re8 49.Tb1 Rf8 50.b5 depois de 50....axb5 51.axb5 Be8 52.bxc6 Bxc6 53.Cxc6 bxc6 54.Re5, e a situação das pretas é desesperadora. 1-0

Na ampla maioria dos casos, a realização de um plano requer uma grande "habilidade tática", uma eleição adequada dos recursos táticos e um aprofundamento consciente das peculiaridades correspondente da posição. O contrário, a aplicação linear de um plano que descuida as possibilidades combinativas adversas só fracassará. Um exemplo instrutivo é demonstrado nesta posição. Após a 22a jogada das brancas. 

Tolusch - Sokolski
18o Campeonato da URSS, 1950

As pretas não conseguiram ter um bom contra-jogo na ala da dama, criando debilidades rígidas nos pontos c3 e d4 do campo branco. O plano das pretas está claro. prevê  para mais tarde uma atuação ativa no flanco dama. Pois em toda posição há de considerar-se ante tudo as finezas táticas. Devido a isso, as pretas tiveram que permanecer alerta ante as ameaças brancas no flanco do rei. Após a jogada preventiva 22....Rh8 ou g6, haveria podido desprender despreocupadamente suas operações no outro flanco. Em vez disto, iniciam imediatamente um jogo linear e permite as brancas à preparação progressiva de manobras táticas que vem a modificar bruscamente o rumo da partida. 1...b4? 2.Ch6+ Rf8 3.Txg7!! "um raio em um céu azul". Agora triunfa a tática, e os planos posicionais das pretas caem sem solução. 3...Rxg7 4.Dg4+ Bg5 [4...Rf6 5.c4! Da5 6.d5! exd5 7.Bg5+ e mate em dois.] 5.c4 Dxd4 6.Dxg5+ Rf8 7.Be3 Dh8 único modo de evitar 8.Bc5+ Re8 30.Dg8 e etc. 8.Bc5+ Re8 9.Cg4 Rd7 10.Bb6 Tb8 11.Td1+ Re8 12.Bxd8 Txd8 13.Txd8+ Cxd8 14.Cf6+ Rf8 15.Dc5+ Rg7 16.Ch5+ Rh6 17.h4! Da1+ 18.Rh2 f6 19.Cf4! 1-0



O exemplo seguinte apresenta uma situação oposta. Mostra como um hábil manejo tático proporciona a possibilidade de levar a fim um bom plano. 
Petrosian - Taimanov
22o Campeonato da URSS, 1955

As pretas têm realizados erros apenas visíveis durante a abertura e agora possuem um jogo difícil. A superioridade branca tem um caráter dinâmico e requer uma rápida ação no flanco rei. É instrutivo observar com que habilidade tática conduz  Petrosian ao ataque no flanco do rei. 1.Bh7+! as brancas desejam levar rapidamente sua torre ao combate. [Pois um imediato 1.Txd4 teria como resposta 1...Cf6] 1...Rh8 2.Txd4 Bc5 [>=2...De7 3.Te4 Df8 4.Th4 Ce5 ao que as brancas obtém igualmente favorável perspectiva de ataque, por exemplo: 5.Cg5! f5 (‹5...hxg5 6.Bg8+!) 6.Bg6! Cxg6 7.Txh6+ Rg8 8.Txg6] 3.Tf4 De7 4.Te4! as manobras da torre branca são muito originais; é muito raro que esta peça pesada atue no meio jogo de modo tão ágil e veloz. 4...Df8 5.Th4 f6 forçado de novo, já que se ameaçava Th6: 6.Bg6 Te7 7.Th5! a larga manobra Rd1-d4-f4-e4-h4-h5. AS pretas não têm parada contra a ameaça Cf3-h4. 7...Bd6 8.Td1 Be5 9.Ba3! c5 10.Ch4 Não deve haver nada contra a ameaça Bh7 seguido de Cg6+. A Dd8 segue Bc5 e a 11....Dd8 12.Bh7! Dh7 13.Cg8+ etc. 1-0

Petrosian era um grande estrategista com enorme força combinativa

A CONCORDÂNCIA DO OBJETIVO COM OS MEIOS
Quando os meios se acham também subordinados a uma meta há que alcançar em pró desta dita meta de acordo com os meios disponível. Se o jogador elabora um plano estratégico, se vê então obrigado a convencer-se da alcançabilidade da meta fixada e de sua concordância com as essenciais particularidades da posição. As metas demasiadas rígidas ou sua busca sem consideração a os requisitos efetivos da posição serão refutadas pela lógica da luta. Isto explica a importância fundamental que só tem os meios táticos. 
Bronstein - Petrosian
27o Campeonato da URSS, 1960

A posição é instrutiva. O primeiro jogador há tratado a abertura de modo extravagante, não conseguindo assim nenhuma vantagem. Agora houvesse tido que completar o quanto antes o seu desenvolvimento com 0-0. Em vez de fazê-lo, persegue ao rei preto com um ataque ineficaz, passando por alto uma profunda réplica tática. segue o jogo com: 1.f4? c5 2.Dh5? as brancas têm posto suas esperanças neste ataque. De todos os modos: a jogada do texto vai ser contestada de modo enérgico. [2.Cf3 teria sido facilmente contestado com 2...c4 3.Bc2 Cxf4-/+; 2.Cc2 haveria obrigado as trocas, favorecendo as pretas. 2...c4 3.Bxg6+ hxg6-/+; talvez 2.Cb5 seguido de c3-c4, teria sido o menor dos males.] 2...cxd4! o contragolpe decisivo. As pretas imobilizam o ataque das brancas com uma entrega da qualidade e decidem passar sem mais rodeios a contra ofensiva. 3.Bxg6+ hxg6 4.Dxh8 dxc3 a dama branca se acha fora de jogo e o rei está exposto sem amparo ao ataque, o desenlace está certo. 5.Dh7+ Bg7 6.Be3 [6.f5 Qe5+ seguido de cxb2 ou Qf5, de acordo com o escape do rei branco. ] 6...cxb2 7.Td1 Ba6 8.f5 exf5 9.Dh3 Dc2 10.Df3 Bc4 e as brancas abandonaram. 0-1

1.e4 c5 2.Cf3 Cc6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 g6 5.c4 Bg7 6.Cc2 d6 7.Be2 Ch6 as brancas lançaram um ataque ao rei mediante o avanço 8.g4! 
Suetin - Simagin [B37]
Tula, 1950

8...f6 [Para chegar a esta audaz decisão estratégica, as brancas tiveram antes de considerar as particularidades da posição e pesar o pró e o contra da manobra: 8...Da5+ 9.Bd2 Db6 ao encontrar a variante 10.Cc3 Cxg4 11.c5!! muito vantajosa para elas. Tiveram que admitir que o plano 8.g4, está taticamente justificado. Assim seguiu a contenda. ] 9.h4! 0-0 10.h5 g5 11.Cc3 e6 12.Tg1 Cf7 13.Be3 b6 14.Dd2 Bb7? um erro grave. era necessário [14...Bh6 15.f4 gxf4 16.Bxf4 Bxf4 17.Dxf4 Cg5 para fortalecer o flanco rei.] 15.0-0-0 Qe7? o último descuido. Já era tempo de jogar [>=15...Bh6 agora concluem rapidamente o ataque branco. ] 16.f4! gxf4 17.Bxf4 Tfd8 18.h6! Bf8 19.g5 fxg5 20.Txg5+ Cxg5 21.Bxg5 Df7 22.Tg1! Dg6 [22...Rh8 23.Bh5! Dxh5 24.Bf6+] 23.Be3 e as pretas se renderam pouco depois 1-0

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ESTUDO DA TÁTICA IV

Alekhine vs. Bogoljubow

O PAPEL SOBERANO DA TÁTICA
As operações táticas (antes que qualquer combinação) constituem o meio mais eficaz para lograr determinadas vantagens - inclusive a meta principal, que é o mate ao rei. Durante a partida, há que fazer frente aos propósitos táticos do adversário, independentemente de que formem parte de seu plano geral, ou o que tenha uma importância passageira.
O domínio dos recursos táticos resulta uma condição indispensável para poder manejar o complicado curso das idéias estratégicas. Quando a luta entra na fase de grandes complicações táticas, cada jogada requer uma destreza e uma precisão fora do comum.
Radulov - Uhlmann
Reaach, 1969
A posição seguinte apareceu após a 15a jogada das brancas. 1...Dd7! Nesta posição com a qual neutralizaram a atividade da dama branca e ganharam com a troca um tempo para realizar o avanço central e7-e5! Com isso, o centro do tabuleiro se converte no cenário principal da luta e as selvagens complicações táticas passam ao primeiro plano. 2.Dxd7 Bxd7 3.c4 e5 4.Bc3 Bh6!  Uma jogada excelente. O bispo do rei preto intervém poderosamente nos acontecimentos. 5.cxd5 Be3+ 6.Rh1 Bxc5 7.d6 Cb5! 8.Cxb5 Bxb5 semelhante equilíbrio de força só conduz rapidamente ao empate. Pois esta vez sucede o contrário, os quatros bispos se entregam a um duelo encarniçado no que as peças pretas atuam de modo muito perseverante. 9.Bxb7 Tad8 10.Tfc1 Bxd6 11.Ba5 Tb8 12.Bd5+ Rh8 13.e4 Be2!  Agora que as pretas há posto de manifesto os setores vulneráveis do campo inimigo, iniciam com pouca força um ataque violento contra o rei branco. 14.Tc2 Bf3+ 15.Rg1 f5! 16.Bc3 fxe4 17.b4 Bc7 18.h3 Bb6+!  Assim jogam ativamente os bispos das pretas, as brancas estão totalmente indefesas. 19.Rh2 Bd4 20.Te1 Tbc8! 21.Tec1 Tcd8 22.Bc6 Bxc3 23.Txc3 Td2+ 24.Rg1 Tg2+ 0-1

Hecht - Ivkov
Reaach, 1969
Esta posição surgiu, após a 15a jogada na partida. As brancas se deixaram deslumbrar por um plano de ataque ao flanco rei e não consideraram suficientemente os detalhes finos da luta no flanco dama. Realizaram a imprudente jogada: 1.g4?  Que parecia natural, em vez da correta 1.Cd4, e caíram em uma astuta cilada do inimigo. A partida teve um giro surpreendente. 1...Cxc2! 2.Dxc2 Ba4! Está claro que as brancas teriam de devolver a peça, havendo perdido um peão. 3.Dc1 Bxb3 4.g5 Cg4 5.Cd5?! Dd8 [não 5...Dxc1? pelo xeque intermediário 6.Cxe7+] 6.Cxe7+ Dxe7 7.Td3 Cxe3 8.Txe3 e5 9.Th3 exf4 10.Dxf4 Be6 11.Th5 f6 12.gxf6 Txf6 e as pretas ganharam lances depois.
0-1

Na maioria das vezes resulta muito difícil (e também muito impossível baixo a restrição do tempo imposta nas partidas de torneios) Examinar todas as continuações que derivam das operações táticas, pelo que inclusive grandes mestres podem tropeçar no jogo de combinação.
Alekhine - Yates
Carlsbad, 1923
Nesta posição Alekhine havia preparado uma operação tática, que devia reportar uma superioridade decisiva. 1.Cg4 ataca o bispo em e5 e o peão e7 e ao mesmo tempo defende o ponto h2. 1...Txg4! [1...Bf6 2.d6!; 1...Bd6 2.e5 com vantagem das brancas em ambos os casos. A continuação elegida pelas pretas havia igualmente sido calculada por Alekhine. ] 2.fxg4 Txf1+ 3.Rg2 Dxh2+ 4.Rxf1 esta posição em que Alekhine tem a qualidade de vantagem, havia sido estimada favorável no cálculo anterior. Por aqui ficou claro para ambos os jogadores que as manobras não haviam terminado, e sim somente começado. As pretas têm a sua disposição uma variante forçada de 16 jogadas, que inclusive um jogador de combinação tão genial como Alekhine não conseguiu prever neste caso. 4...Dh1+ 5.Rf2 Bd4+ 6.Rg3 Dg1+ 7.Rh3 Df1+ 8.Tg2 Dh1+ 9.Rg3 De1+ 10.Rh3 g5 11.Tc2 Df1+ 12.Rh2 Dg1+ 13.Rh3 Dh1+ 14.Rg3 Dd1!! 15.Tc3 Dg1+ 16.Rh3 Df1+ 17.Rg3 Bf2+ 18.Rf3 Bg1+ 0-1


Capablanca - Alekhine [D63]
Buenos Aires, 1927
1.d4 d5 2.c4 e6 3.Cc3 Cf6 4.Bg5 Cbd7 5.e3 Be7 6.Cf3 0-0 7.Tc1 a6 8.a3 A abertura jogada é chamada Gambito da Dama - Variante Ortodoxa. a proposta escolhida por Capablanca é demasiado calma e permite ao jogador de pretas a desenvolver rapidamente a ala da dama. 8...h6 9.Bh4 dxc4 10.Bxc4 b5 11.Be2 Bb7 12.0-0 c5 13.dxc5 Cxc5! a posição tem um caráter bastante tranqüilo, mas também aqui se tornam necessárias as reflexões de ordem tática. 14.Cd4? [>=14.Bxf6 gxf6 (14...Bxf6 15.Cxb5! Dxd1 16.Tfxd1 Cb3 (16...axb5 17.Txc5 Bxb2 18.Txb5 Bxf3 19.Bxf3 Tab8 20.a4 e as brancas conservam o peão a mais. ) 17.Tc7 Bxf3 18.Bxf3 axb5 19.Bxa8 Txa8) ] 14...Tc8 15.b4?
15...Ccd7! 16.Bg3 Cb6 17.Db3 Cfd5! 18.Bf3 Tc4! 19.Ce4 Dc8 20.Txc4? Cxc4 21.Tc1 Da8! 22.Cc3 Tc8 23.Cxd5 Bxd5 24.Bxd5 Dxd5 25.a4
25...Bf6! 26.Cf3 Bb2! 27.Te1 Td8 28.axb5 axb5 29.h3 e5! 30.Tb1 e4 31.Cd4 Bxd4 32.Td1 Cxe3! 0-1