segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O ESTUDO DO CENTRO (VIII)

OCUPAÇÃO DO CENTRO COM PEÇAS
É importante saber como formar o centro de peões; porém se produzem posições em que se pode prescindir dele. Geralmente, isto sucede quando se ganha pontos de apoio convenientes para situar as peças no centro e exercer forte pressão nele e nos peões do adversário. Nestes casos se pode empregar a expressão "centro de peças". Há algumas décadas Nimzowitsch usou o antigo esquema 1.e4 e6 2.d4 d5 3.e5 da defesa francesa. Este esquema teve poucos partidários, porque, a continuação de dois movimentos de ruptura c5 e f6 das negras, as brancas dificilmente podem sustentar o centro de peões. No entanto, Nimzowitsch aceitava de bom grado as trocas dxc5 e exf6, com as quais ocupava as casas livres d4 e e5 com suas peças. No artículo "A cessão do centro é um prejuízo", publicado no ano de 1913, escreve: "Para a formação do centro, o mais adequado são os peões, por suposição, pois são mais estáveis, no entanto, as peças situadas no centro podem substituí-los perfeitamente". Fazendo uso das correspondentes estruturas da abertura, Chigorin realizou a idéia da influência das peças no centro. Atualmente, muitos mestres jogam as aberturas idealizadas no transcurso das últimas décadas; nelas se procura retardar a ocupação central com os peões. Entre as ditas aberturas se encontram a de Réti, a defesa índia clássica, a Grünfeld, a de Alekhine e outra mais
Fischer contra Olafsson no Torneio de Candidatos de 1959, nesta partida fischer segue os ensinamentos de Nimzowitsch para ocupar o centro com peças.



Spassky contra Petrosian no match pelo título mundial de 1966. Nesta partida Spassky demonstra que também conhecia as idéias de Nimzowitsch da ocupação do centro com peças.


Abaixo a partida clássica de Nimzowitsch que mudou o pensamento estratégico sobre o centro


O MI Angel Martin comenta esta clássica partida.