quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A CRAVADA (I)

A CRAVADA
Este é um dos temas táticos mais apaixonantes do xadrez. Antes de seguir diremos que consiste em ameaçar ou atacar a uma peça que se há imposto entre outra agressora e seu rei ou bem outra muito superior a interposta.
O aficionado deve analisar muito detidamente os exemplos que seguidamente lhe vamos expor para que, mais adiante, quando tiver a menor oportunidade de poder cravar uma peça contrária que seja a forma mais adequada de fazê-lo.
É muito provável que uma peça cravada seja, mais tarde ou mais cedo, uma peça ganha.
Para especificar mais podemos dizer que o ataque se dirige a uma peça que cobre a outra para evitar que esta seja capturada pela agressora.
As cravadas têm uma grande importância. Muitas partidas disputada por grandes mestres se tem ganho devido a exploração deste tema das cravadas.
Para resumir podemos dizer que uma peça cravada é aquela que, estando ameaçada, não pode retirar-se sem causar a perda de outra de superior categoria.
Há que ter muito em conta, geralmente, as cravadas se produzem nas posições de jogo aberto, por haver muito mais espaço para manobrar.
As peças cravadas, em potencial são peças inúteis que não podem mover-se sem a inferioridade da posição. Quando se interpõe uma peça ou se crave voluntariamente, tem de procurar-se que a mesma seja de igual ou inferior ao valor da peça atacante, nunca de valor maior.
Vamos mostrar como o tema da cravada é de grande importância na partida prática. 
Alekhine foi um dos maiores jogadores de ataque da História do Xadrez.

Um exemplo clássico de cravada se deu na partida de Alekhine contra Nimzowitsch, no torneio deSan Remo, 1930.


Veja a partida comentada em inglês

Sugue abaixo dois estudos artísticos que ilustram o tema da cravada.