OCUPAÇÃO DO CENTRO COM PEÇAS
É importante saber como formar o centro de peões; porém se produzem posições em que se pode prescindir dele. Geralmente, isto sucede quando se ganha pontos de apoio convenientes para situar as peças no centro e exercer forte pressão nele e nos peões do adversário. Nestes casos se pode empregar a expressão "centro de peças". Há algumas décadas Nimzowitsch usou o antigo esquema 1.e4 e6 2.d4 d5 3.e5 da defesa francesa. Este esquema teve poucos partidários, porque, a continuação de dois movimentos de ruptura c5 e f6 das negras, as brancas dificilmente podem sustentar o centro de peões. No entanto, Nimzowitsch aceitava de bom grado as trocas dxc5 e exf6, com as quais ocupava as casas livres d4 e e5 com suas peças. No artículo "A cessão do centro é um prejuízo", publicado no ano de 1913, escreve: "Para a formação do centro, o mais adequado são os peões, por suposição, pois são mais estáveis, no entanto, as peças situadas no centro podem substituí-los perfeitamente". Fazendo uso das correspondentes estruturas da abertura, Chigorin realizou a idéia da influência das peças no centro. Atualmente, muitos mestres jogam as aberturas idealizadas no transcurso das últimas décadas; nelas se procura retardar a ocupação central com os peões. Entre as ditas aberturas se encontram a de Réti, a defesa índia clássica, a Grünfeld, a de Alekhine e outra mais
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Fischer contra Olafsson no Torneio de Candidatos de 1959, nesta partida fischer segue os ensinamentos de Nimzowitsch para ocupar o centro com peças. |
O MI Angel Martin comenta esta clássica partida.
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